“Olá”, de Gregory Corso, trad. Bruno M. Silva

 É desastroso ser um veado ferido.
Eu sou o mais ferido, os lobos perseguem,
E tenho os meus fracassos, também.
A minha carne é apanhada no Gancho Inevitável!
Enquanto criança eu vi muitas coisas que não queria ser.
Serei eu a pessoa que não queria ser?
Aquele que fala-consigo-mesmo?
Aquele de quem os-vizinhos-fazem-pouco?
Serei eu aquele que, nas escadas do museu, dorme de lado?
Usarei o manto de um homem que falhou?
Serei eu o homem louco?
Eu, a grande serenada das coisas,
Serei eu a passagem mais quebrada?

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