“Uma maçã coroada”, de Vasko Popa, trad. Bruno M. Silva

 Tira o sol da boca
A noite está-nos a enterrar vivos

Esta é a minha maçã
Caiu do céu na minha língua
Deixa-me desfrutá-la sozinho

Abre a boca calcula que a madrugada possa vir até nós
Que o sol nos possa coroar também

Reza para que eu não abra a boca
Já não há mais obras doces
Na maçã para vocês vermes


(a partir da versão inglesa de Anne Pennington, Selected Poems, Penguin)

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