Três poemas de Fujiwara no Teika (1162—1241) trad. Bruno M. Silva a partir da versão inglesa de Steven D. Carter

 Ouve, tu que não
pensas na tristeza das coisas –
escuta aquele pato selvagem
grasnando sobre um lago gelado
numa aldeia da montanha.
 
~
 
Nada restou
daquele vento tingido de flores
que encheu o meu jardim.
Aqueles que agora me visitam
verão apenas neve caída.
 
~
 
Na praia de Matsuo
eu espero na escuridão entre os pinheiros
por alguém que nunca virá –
e como os montes de sal incandescentes,
também eu sou consumido pelo fogo.

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