“Mãe”, de Nagase Kiyoko (1906-1995) trad. Bruno M. Silva

Estou sempre ciente da minha mãe,
tenebrosa, ameaçadora,
uma dor no fundo da minha consciência.
A minha mãe é como uma concha
que facilmente se quebra.
No entanto, não posso mudar
o facto de eu ter nascido
carregando a sua sombra.
Ela é como um sonho doce e cruel
que os meus nervos não esquecem
mesmo depois de eu acordar.
Ela impede toda a liberdade dos meus movimentos.
Se eu me movo, ela rapidamente se quebra,
e os estilhaços apunhalam-me. 

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