Poema de Antonio Gamoneda

Não tenho medo nem esperança. De um hotel fora do destino, vejo uma praia negra e, longínquas, as grandes pálpebras de uma cidade cuja dor não me afecta.

Venho do metileno e do amor; tive frio debaixo dos tubos da morte.

Agora contemplo o mar. Não tenho medo nem esperança.


(Antonio Gamoneda, in Livro do Frio. Trad. José Bento. Ed. Assírio & Alvim)
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