“Campo”, de Antonio Machado (1875-1939), trad. Bruno M. Silva

A tarde morre
como uma humilde lareira que se apaga.
  
Ali, sobre os montes,
restam apenas algumas brasas.
  
E aquela árvore sobre o caminho branco, quebrada,
faz-te chorar de piedade.
  
Dois ramos no tronco desfeito, e uma
folha, gasta e negra, em cada ramo!
  
Choras?... Entre os álamos de ouro,
distante, a sombra do amor espera por ti. 

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