“Conquista”, de Yannis Ritsos (1909-1990) trad. Bruno M. Silva a partir da versão inglesa de Rae Dalven

Aquilo que procurámos como justificação das nossas vidas
fora alcançado. Nenhum vestígio de desejo, lembrança ou terror
permanecia no centro das nossas células.
Éramos dois corpos vazios atirados para a margem da noite.
Mais tarde, enquanto calçavas as meias - olhei com atenção para a cama,
era um animal muito antigo transformado em mármore na posição sexual
caminhando com as suas quatro patas mortas para o vazio.

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