“Mãe”, de Vladimir Holan [1905-1980] trad. Bruno M. Silva

Alguma vez viste a tua velha mãe
fazer a tua cama,
a forma como ela puxa, alisa, afaga, suaviza o lençol
para que não sintas nunca uma única dobra?
A sua respiração, o movimento das mãos e das palmas
são tão ternos
que no passado essas mãos ainda apagam os fogos em Persépolis
e acalmam neste momento alguma tempestade futura
na costa chinesa ou em mares desconhecidos.

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