“Estrela Brilhante”, de John Keats (1795-1821) trad. Bruno M. Silva

Estrela brilhante, fosse eu constante como tu,
Não no teu brilho solitário sustido na noite,
Observando, de pálpebras eternamente abertas,
Como um vigilante Eremita da natureza,
As águas agitando-se em seu sagrado esforço,
Purificando as margens humanas da terra,
Nem olhar a máscara recente da neve
Caída com doçura sobre os montes e as charnecas –
Não assim – e no entanto constante e imutável como tu,
Caído sobre o peito maduro da mulher que eu amo,
Sentindo sempre o seu doce movimento,
Desperto numa doce inquietação eterna,
Escutando no silêncio o seu terno respirar,
E viver assim sempre – ou lançar-me agora na morte. 
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