“Explosão”, de Delmira Agustini (1886-1914) trad. Bruno M. Silva

Se a vida é amor, bendita seja!
Quero mais vida para amar! Hoje sinto
Que mil anos de pensamento não valem
Um belo minuto de sentimento.

O meu coração morria triste e lento…
Hoje abre-se em luz como uma flor tremenda;
A vida brota como um mar violento
Onde a mão do amor me golpeia!

Hoje partiu durante a noite, triste, fria,
De asas quebradas a minha melancolia;
Como uma antiga mancha de dor
Na sombra distante se dissolveu…
Toda a minha vida canta, beija, ri!
Toda a minha vida é uma boca em flor!


[de El libro blanco (Frágil) 1907]
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