“Vida dos Poetas” de José Emilio Pacheco (1939-2014) trad. Bruno M. Silva

Na poesia não há final feliz.
Os poetas acabam
por viver a sua loucura.
E são retalhados como gado
(aconteceu com Darío).
Ou então são apedrejados e acabam
por se atirar ao mar ou com cristais
de cianeto na boca.
Ou mortos pelo álcool, drogas, miséria.
Ou pior: poetas oficiais,
amargos habitantes de um túmulo
chamado Obras Completas.
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