“O tempo não traz alívio; mentiram-me todos”, de Edna St. Vincent Millay (1892-1950) trad. Bruno M. Silva

O tempo não traz alívio; mentiram-me todos
Os que disseram que o tempo acalmaria a minha dor!
Sinto a sua falta no som da chuva;
Quero-o quando a maré recua;
A neve antiga derrete de todas as colinas,
E as folhas passadas tornam-se fumo em cada caminho;
Mas este amor amargo permanece sempre
Amontoado no meu coração, e os meus sentimentos sustentam-no.
Há cem lugares que temo visitar,
Tão carregados da sua memória.
E quando entro aliviada num lugar sossegado
Que nunca conheceu o seu pé ou iluminou o seu rosto
Eu digo, "Não existe memória dele aqui!"
E ali permaneço, fulminada, recordando-me dele.
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