“Sorrisos”, de Vladimír Holan [1905-1980] trad. Bruno M. Silva

Existem muitos sorrisos,
mas estou a pensar no mais difícil,
no mais simples de todos.
É profundo, cortado
de ambos os lados pela lamina do tempo,
um sorriso que precisa de mais uma ruga
para descobrir tudo e estar pronto para o nome de Deus.
Um sorriso assim fica no rosto
mais tempo do que a alegria que o gerou - 
ou é o sorriso que vem antes da alegria
e desaparece
deixando o rosto entregue à felicidade.

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