o fantasma de Pátroclo

 “Não ponhas os meus ossos longe dos teus, ó Aquiles.” 
Homero, Ilíada, Canto XXIII
 
 
Eu corro em ti
como sucessivas guerras ou
cavalos dobrando as tábuas da memória
 
tudo o que sou dividido por taças em grandes festins
toda a minha morte como um coração sobre o teu
 
estou tão longe do meu nome
 
mas o deus que nos persegue diz-me
que se por um momento se fez o mundo
os meus cabelos deitar-se-ão 
 
para sempre sobre os teus


Bruno M. Silva

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